O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) apresentou aumento, em termos nominais, de 0,97%, passando de R$ 9,293 trilhões, em agosto, para R$ 9,383 trilhões, em setembro. A variação decorreu da apropriação positiva de juros, no valor de R$ 89,46 bilhões, e da emissão líquida, no valor de R$ 764,34 milhões. Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD) de setembro, divulgado pelo Tesouro Nacional na quinta-feira (29/10).
De agosto a setembro, a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve seu estoque ampliado em 1,04%, ao passar de R$ 8,944 trilhões para R$ 9,037 trilhões, devido à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 89,29 bilhões, e à emissão líquida, no valor de R$ 3,78 bilhões.
Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve variação negativa de 0,82% sobre o estoque apurado em agosto, encerrando o mês de setembro em R$ 345,41 bilhões (US$ 66,67 bilhões), sendo R$ 298,72 bilhões (US$ 57,66 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 46,69 bilhões (US$ 9,01 bilhões) relativos à dívida contratual.
Composição
Em relação à composição da DPF, houve aumento da participação da DPMFi, passando de 96,25%, em agosto, para 96,32%, em setembro. Já a participação da DPFe diminuiu de 3,75% para 3,68%.
A parcela dos títulos remunerados por taxa flutuante passou de 52,74%, em agosto, para 51,60%, em setembro, enquanto a participação dos títulos vinculados a índice de preços da DPF foi ampliada de 23,22%, em agosto, para 23,59%, em setembro. A parcela dos títulos com remuneração prefixada, por sua vez, apresentou aumento, passando de 20,31% para 21,14%.
Emissões e resgates da DPF
No mês de setembro, as emissões da Dívida Pública Federal (DPF) corresponderam a R$ 189,44 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 188,67 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 764,34 milhões, sendo R$ 3,78 bilhões referentes à emissão líquida da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 3,01 bilhões, ao resgate líquido da Dívida Pública Federal externa (DPFe).
Detentores
O grupo Previdência aumentou seu estoque em R$ 670 milhões, totalizando R$ 2,025 trilhões no mês. A participação relativa desse grupo caiu para 22,41%.
O estoque de Instituições Financeiras apresentou aumento no mês, passando de R$ 2,792 trilhões para R$ 2,831 trilhões. A participação relativa desse grupo subiu para 31,33%.
Os Fundos de Investimento aumentaram o estoque, passando de R$ 2,014 trilhões para R$ 2,072 trilhões.
Os não residentes apresentaram redução de R$ 20,76 bilhões no estoque, fechando o mês com participação relativa de 9,58%. O grupo Tesouro Direto encerrou setembro com participação relativa de 3,09%, e o grupo Seguradoras, 3,26%.
Destaca-se que os não residentes possuem 71,64% de sua carteira em títulos prefixados, enquanto a carteira do grupo Previdência é composta de 51,27% de títulos vinculados a índices de preços.
Vencimentos
O percentual de vencimentos da DPF para os próximos 12 meses apresentou aumento, passando de 16,39%, em agosto, para 19,95%, em setembro.
A parcela de títulos da DPMFi a vencer em até 12 meses também foi ampliada, passando de 16,73%, em agosto, para 20,42%, em setembro. Os títulos atrelados à taxa flutuante correspondem a 58,76% deste montante, seguidos pelos títulos prefixados, os quais apresentam participação de 27,90% desse total.
Em relação à DPFe, o percentual vincendo em 12 meses passou de 7,48%, em agosto, para 7,52% em setembro, sendo os títulos e contratos denominados em dólar responsáveis por 84,07% desse total. Destaca-se que os vencimentos acima de 5 anos respondem por 50,01% do estoque da DPFe.
Prazo médio
O prazo médio da DPF manteve-se em 4,10 anos, entre agosto e setembro.
O prazo médio da DPMFi foi ampliado, passando de 3,99 anos, em agosto, para 4,00 anos, em setembro, enquanto o prazo médio da DPFe diminuiu de 6,84 anos, em agosto, para 6,81 anos, em setembro.
O prazo médio das emissões da DPMFi em setembro foi de 4,58 anos.
Custo médio da DPF
O custo médio acumulado nos últimos doze meses da DPF apresentou aumento, passando de 12,59% a.a., em agosto, para 12,63% a.a., em setembro.
Já o custo médio acumulado em doze meses da DPMFi diminuiu, de 13,06% a.a., em agosto, para 13,03% a.a., em setembro.
Com relação à DPFe, este indicador registrou crescimento, passando de 0,94% a.a. para 2,49% a.a., devido, principalmente, à depreciação do dólar em relação ao real de 0,01%, em setembro de 2026, contra a depreciação de 1,99% ocorrida no mesmo período do ano anterior.
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