A reorientação das políticas públicas para promover o desenvolvimento sustentável tem sido fundamental para o combate às desigualdades no país. A avaliação foi feita na quinta-feira (18/6), em Manaus (AM), pela secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, durante o IV Seminário Nacional da Mulher Economista e Diversidade – Protagonismo da Mulher: Empreendedorismo, Educação e Sociedade.
Promovido pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon) e pelo Conselho Regional de Economia (Corecon – AM/RR), o encontro reuniu especialistas para debater a participação das mulheres na economia, no empreendedorismo, na educação e na sociedade.
Débora Freire destacou políticas federais voltadas à promoção da igualdade de gênero. “Temos algumas políticas muito importantes, como a lei de igualdade salarial para postos com as mesmas funções, a cota mínima para representação em conselhos estatais e uma meta ambiciosa de participação de mulheres na alta gestão”, afirmou.
A secretária acrescentou que essa prioridade é refletida na estrutura organizacional da própria pasta. “Hoje, no Ministério da Fazenda, temos uma equipe de alta gestão totalmente paritária, considerando o secretariado e as assessorias especiais. Isso é, de fato, um grande ganho que a gente precisa propagar e manter”, enfatizou.
Débora Freire também apresentou a agenda da Taxonomia Sustentável Brasileira, implementada desde 2023. Segundo a secretária, a iniciativa dialoga diretamente com o tema do seminário ao orientar políticas econômicas, fluxos de capitais e investimentos para uma economia mais sustentável.
“O Ministério da Fazenda tem trabalhado para reorientar as políticas econômicas, os fluxos de capitais e os investimentos para uma economia mais sustentável. Hoje, entendemos que sustentabilidade também está associada à redução de desigualdades, inclusive as de gênero e de raça”, destacou.
Débora afirmou ainda que a diversidade contribui para o aprimoramento das políticas públicas. “Promover maior diversidade não é apenas uma questão de justiça. É também uma condição para produzir melhores diagnósticos, formular políticas mais eficazes e construir instituições mais representativas”, disse.
Outra política mencionada pela secretária foi o Plano de Transformação Ecológica, coordenado pelo Ministério da Fazenda. Ela destacou que a estratégia vai além da transição energética, ao incorporar ações voltadas à inclusão social, à redução de desigualdades e à melhoria da qualidade dos empregos.
“É um plano de desenvolvimento em prol da transformação. Podemos chamá-lo de transição energética, mas o consideramos mais amplo porque é um plano de transição justa”, afirmou Débora Freire. Entre as ações citadas pela secretária estão a emissão de títulos sustentáveis e o Eco Invest Brasil.
“O objetivo não é apenas promover a transição energética necessária, mas também reduzir desigualdades, ampliar a inclusão social e melhorar a qualidade dos empregos. Por isso, falamos em transformação ecológica, e não apenas em transição energética”, concluiu.
Link da noticia – Ministério da Fazenda
![18/06/2026 - [SPE] Palestra Magna de abertura IV Seminário Nacional Mulher Economista e Diversidade](https://live.staticflickr.com/65535/55350892674_bc39a70ddc_c.jpg)