Os estados do Espírito Santo e Piauí tiveram os maiores crescimentos, em termos percentuais, de suas receitas correntes no quarto bimestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025, enquanto Sergipe (4%) e Amazonas (4%) tiveram os menores índices de crescimento desse indicador no período. Do lado das despesas correntes, Maranhão (27%), Paraíba (23%) e Acre (21%) tiveram os maiores crescimentos das suas despesas correntes no período.
Já os estados que tiveram os menores crescimentos de suas despesas correntes foram Goiás (1%) e Amazonas (2%) comparado com mesmo período do ano passado. Os dados estão no boletim RREO em Foco, o Relatório Resumido de Execução Orçamentária em Foco dos Estados + DF, referente ao do 4º bimestre de 2026, publicado nesta segunda-feira (26/10) pelo Tesouro Nacional.
Outro grupo importante de gastos dos entes subnacionais são as despesas de investimentos, com os estados do Maranhão (16%), do Piauí (15%) e do Espírito Santo (14%) sendo os que mais investiram proporcional a sua Receita Total. Os três estados estão no grupo dos que menos comprometem a sua receita total com gastos de pessoal — Piauí com 38%, Espírito Santo com 39% e Maranhão com 43%.
Por outro lado, Rio Grande do Sul (2%) e Rondônia (3%) tiveram os menores percentuais de suas receitas totais aplicadas em investimentos. Isso demonstra que a capacidade do estado investir está relacionada com a capacidade de acumular poupança (receitas maiores que as despesas).
A Poupança Corrente equivale ao valor das receitas correntes menos as despesas correntes liquidadas: é indicador da autonomia para realizar investimentos com recursos próprios ou, quando negativa, da dependência de receitas de capital para realizá-los.
Poupança
Quanto a capacidade de poupar em relação a sua Receita Corrente Líquida, os estados que tiveram os melhores desempenhos no período foram Espírito Santo com 29,3% de poupança corrente em relação a RCL comparados ao mesmo período de 2025 e Amapá com 27,1%. Por outro lado, Tocantins com 6,7% e Mato Grosso do Sul com 7,1% foram os que tiveram os piores resultados nesse indicador.
Despesas por função
O RREO em Foco também apresenta os dados estaduais de despesas por função, que revela quanto os estados gastam proporcionalmente em suas áreas de atuação, como educação, saúde, segurança pública e previdência social, entre outras. A composição da Despesa Total por função é a despesa liquidada por função em relação à despesa total referente ao 4º bimestre (julho e agosto) de 2026.
Na função Educação, os maiores percentuais de gasto em relação ao total foram registrados no Acre (24%) e no Paraná (23%). Por outro lado, o estado do Rio de Janeiro com 9% apresentou o menor gasto de despesas liquidadas em relação à Despesa Total.
Quando consideradas as despesas com Saúde, os maiores valores foram verificados nos estados do Tocantins, de Pernambuco e do Amapá com 21%. Já o estado do Mato Grosso do Sul foi o que teve o menor gasto com 9%.
Restos a Pagar e Dívida Consolidada
Os estados que pagaram os maiores percentuais de Restos a Pagar (RAP) em relação ao total de RAP inscritos até́ o final de 2025 foram Pernambuco (87%), Ceará (83%), Distrito Federal (82%) e Alagoas (80%), com percentuais acima de 80%. Os menores índices de pagamento foram registrados pelos estados do Amapá (28%) e Acre (46%). Um baixo percentual de RAP pago ao longo do ano é um indicativo de dificuldade em honrar despesas antigas.
O Relatório traz ainda a variação da Dívida Consolidada (DC) apurada até o quarto bimestre de 2026 em relação à Dívida Consolidada verificada em 31 de dezembro do ano anterior. No período analisado, Rondônia (32%) e Piauí (15%) foram os estados que tiveram os maiores crescimentos neste indicador, enquanto Mato Grosso (-12%) e Rio Grande do Norte (-8%) tiveram as maiores reduções das suas dívidas consolidadas no período analisado. No total, sete estados tiveram redução da sua Dívida Consolidada no período.
A publicação
O RREO em Foco ‒ Estados e DF é uma publicação bimestral que traz os principais dados da execução orçamentária das 27 Unidades da Federação, reunindo as informações da execução orçamentária de todos os poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo também o Ministério Público e a Defensoria Pública.
O relatório é elaborado com base nos documentos que os próprios entes publicam no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), gerido pelo Tesouro Nacional.
Link da noticia – Ministério da Fazenda




