Esta é uma análise do Relatório Gerencial do FIAGRO EGAF11 (ECOAGRO I FIAGRO- RESPONSABILIDADE LIMITADA), com base no documento oficial protocolado na B3/CVM. Para ver todos os indicadores completos e o histórico de rendimentos, confira a página do EGAF11.
Destaques do mês — EGAF11
- O fundo obteve um retorno contábil de 1,38% no mês de agosto.
- A cota de mercado encerrou o mês a R$ 84,95, representando um recuo de 0,94% em comparação ao mês anterior.
- Durante o período, foram vendidos ativos no valor total de R$ 5 milhões e adquiridos R$ 10,9 milhões em novos ativos.
- Recebimentos de juros e amortizações totalizaram R$ 11,77 milhões no mês.
- A alocação em ativos alvo diminuiu de 98,66% para 98,33% do patrimônio líquido, mantendo um caixa de R$ 21,58 milhões.
Composição da carteira — EGAF11
A carteira do fundo EGAF11 é composta majoritariamente por Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), que representam a maioria dos ativos. Apresenta uma diversificação em 40 ativos diferentes, sendo que os maiores percentuais alocados estão em Nativa Agrícola Ltda (9,28%), Coopernorte (5,15%) e Toagro Agronegócios Ltda (5,24%). A média de rentabilidade dos ativos da carteira é de CDI + 5,06% ao ano.
Perspectivas do gestor — EGAF11
O gestor destaca que o ambiente internacional continua marcado por incertezas, incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e suas implicações sobre os custos de transporte e produção. Para os próximos meses, as condições financeiras continuam desafiadoras, com um ciclo de flexibilização monetária se aproximando do fim, e a inflação se mantendo como um dos principais desafios da economia brasileira. A evolução do agronegócio e os preços das commodities agrícolas também devem ser monitorados, considerando a pressão sobre estoques e produção.
O que isso significa para o investidor — EGAF11
A situação do fundo EGAF11, conforme relatado, mostra que, apesar de um retorno contábil positivo, a cota de mercado apresentou uma desvalorização. Essa diferença entre a cota patrimonial e a cota de mercado pode indicar uma percepção de risco entre os investidores em relação ao setor de agronegócio, afetada por fatores macroeconômicos. O retorno contábil acumulado ao longo do ano demonstra que os ativos na carteira estão performando conforme o esperado, contrastando com a coordenação de incertezas que impactam o mercado como um todo.
A liquidez média do fundo manteve-se relativamente estável, com volume em torno de R$ 1,310 milhão diários. Além disso, a distribuição de rendimentos de R$ 1,31 por cota, com um histórico de rentabilidade superior ao alvo proposto, mostra uma gestão que, dentro de sua estratégia, segue garantindo retornos ao longo do tempo. A necessidade de atenção ao cenário econômico e às tensões que podem impactar a produção agrícola é um ponto destacável em relação aos riscos que podem surgir, influenciando a performance do fundo no futuro.
Glossário
- CDI: Certificado de Depósito Interbancário, uma taxa de referência para investimentos de renda fixa.
- CRA: Certificado de Recebíveis do Agronegócio, um título que lastreia operações do agronegócio.
- Taxa de administração: Percentual cobrado sobre o patrimônio líquido para a gestão do fundo.
- Patrimônio líquido: Valor total de ativos do fundo menos suas obrigações.
Cota vs. IFIX — EGAF11

Últimos dividendos pagos — EGAF11

Fonte
Baseado na leitura do documento oficial, divulgado pela VORTX DISTRIBUIDORA DE TITULOS E VALORES MOBILIARIOS LTDA, protocolado publicamente na B3/CVM. Veja o documento completo em PDF.
Este texto tem caráter exclusivamente informativo e educativo — não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de nenhum ativo. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.




