O dólar se aproximou de R$ 5, enquanto a bolsa ultrapassou os 208 mil pontos nesta terça-feira (20). O desempenho positivo dos ativos brasileiros foi impulsionado pela desvalorização da moeda dos EUA no exterior, pelo fluxo de investimentos estrangeiros e pela situação eleitoral.![]()
No mercado internacional, a queda no preço do petróleo também favoreceu o apetite por risco.
Dados do dia
- Dólar comercial: R$ 5,019 (-0,58%);
- Dólar em outubro: queda de 3,02%;
- Dólar em 2026: recuo acumulado de 8,56%;
- Ibovespa: 208.295,98 pontos (+1,57%);
- Petróleo Brent: US$ 108,79 por barril (-0,69%).
Câmbio
O dólar comercial fechou esta terça-feira a R$ 5,019, com uma queda de 0,58%. Este foi o terceiro pregão consecutivo de desvalorização em relação ao real. Durante a sessão, a moeda chegou a ficar próxima de R$ 5,00, acompanhando o movimento de desvalorização no mercado internacional.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana contra uma cesta de seis moedas fortes, recuou aproximadamente 0,26% no fim da tarde. A queda se deve, entre outros fatores, a dados mais fracos do setor imobiliário dos EUA e expectativas em relação à trajetória da taxa de juros americana.
A redução nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, também ajudou nesse movimento. Quando esses rendimentos caem, os investimentos em outros mercados podem se tornar relativamente mais atraentes, favorecendo a entrada de capital em países emergentes, incluindo o Brasil.
No mercado interno, a expectativa de ingressos de capital estrangeiro na Bolsa contribuiu para a valorização do real. Essa movimentação ocorre no contexto das expectativas dos investidores sobre os desdobramentos da disputa presidencial, que também impacta a percepção de risco dos ativos brasileiros.
Ibovespa
O Ibovespa finalizou o pregão em 208.295,98 pontos, com uma valorização de 1,57%. Durante a tarde, o principal índice da B3 atingiu a máxima de 208.941,57 pontos, um aumento de 1,88% em relação ao fechamento anterior.
Esse resultado levou o índice ao nível mais alto desde 9 de outubro. O desempenho positivo foi impulsionado pela entrada de recursos estrangeiros e pela alta das ações de empresas que são sensíveis às expectativas de juros e à atividade econômica.
A expectativa de condições financeiras mais favoráveis pode beneficiar empresas que dependem de crédito e consumo. Juros mais baixos, por exemplo, tendem a reduzir os custos de financiamento e podem estimular a atividade econômica, embora os efeitos variem de acordo com a situação de cada companhia.
Petróleo em queda
No mercado internacional, o petróleo Brent, referência para as negociações globais, fechou com uma queda de 0,69%, a US$ 108,79 por barril.
A baixa aconteceu em meio a notícias sobre possíveis avanços nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã em relação a um acordo ligado ao conflito no Oriente Médio. A perspectiva de uma diminuição nas tensões geopolíticas aliviou parte da pressão sobre os preços do petróleo.
Como o produto impacta os custos de energia e transporte, a queda influencia as expectativas de inflação global. Uma redução sustentada nos preços pode aliviar pressões inflacionárias e afetar as decisões de política monetária das principais economias.
* com informações da Reuters




