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Dólar cai para menos de R$ 5 e apresenta queda de 1,58% na semana.

Dólar fecha abaixo de R$ 5 e recua 1,58% na semana

O dólar encerrou o dia abaixo de R$ 5 nesta sexta-feira (23), enquanto a bolsa brasileira teve um aumento no último dia antes do segundo turno das eleições presidenciais. O petróleo subiu mais de 3%, alcançando o maior nível desde abril, devido ao aumento das tensões no Oriente Médio.

No mercado interno, os investidores fizeram ajustes nas posições antes da votação de domingo (25), impulsionados pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio que elevou os preços das commodities no exterior.

Dados do dia:

  • Dólar à vista: R$ 4,993 (-0,92%);
  • Dólar na semana: queda de 1,58%;
  • Ibovespa: 205.082,56 pontos (+0,47%);
  • Ibovespa na semana: queda de 0,17%;
  • Petróleo tipo Brent: US$ 116,72 (+3,13%);
  • Petróleo tipo WTI: US$ 103,27 (+3,82%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou o pregão com uma queda de 0,92%, cotado a R$ 4,993. No final da sessão, a moeda atingiu um mínimo de R$ 4,989. Este valor é o mais baixo desde 9 de outubro, quando foi registrado R$ 4,985.

Durante a semana, a moeda acumulou uma desvalorização de 1,58% em relação ao real, após uma alta de 1,77% na semana anterior.

Esse movimento aconteceu no último dia de negociação antes do segundo turno das eleições presidenciais. Os investidores ajustaram suas posições em função das expectativas para o resultado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A moeda brasileira teve o melhor desempenho entre as principais divisas globais, mesmo com a valorização do dólar no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede a força do dólar em relação a outras moedas fortes, subia 0,19%, atingindo 101,799 pontos.

Ibovespa

O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos. O volume total negociado na sessão foi de R$ 30,7 bilhões.

Apesar do crescimento desta sexta-feira, o índice acumulou uma queda de 0,17% ao longo da semana, marcada pela cautela dos investidores frente à eleição presidencial. No total de outubro, a bolsa apresenta uma valorização de 10,06%. Em 2026, a alta é de 27,28%.

A sessão também se destacou pela alta das ações de empresas de petróleo e mineração, refletindo a valorização do petróleo e do minério de ferro.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta nesta sexta-feira, impulsionados pelas crescentes tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, atingiu seu maior nível desde abril, em meio a temores de novos conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de potenciais interrupções no fornecimento global.

O petróleo Brent para dezembro subiu 3,13%, encerrando a US$ 116,72 por barril. O barril do tipo WTI, oriundo do Texas, aumentou 3,82% e fechou a US$ 103,27.

Na comparação semanal, os contratos de Brent e WTI para dezembro aumentaram 6,24% e 4,29%, respectivamente.

A alta foi sustentada pelo risco de intensificação dos conflitos na região. O Irã alertou que poderá retaliar eventuais novos ataques dos Estados Unidos e de Israel com ações contra bases militares, navios de guerra e outros alvos em países vizinhos do Golfo Pérsico. Simultaneamente, os confrontos entre os houthis e a Arábia Saudita aumentaram as inquietações sobre a segurança regional.

Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia autorizou medidas relacionadas à Reserva Estratégica de Petróleo para ajudar a estabilizar o abastecimento de combustíveis face a quedas nos estoques e possíveis interrupções no mercado.

* Com informações da Reuters

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