O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 2,61% em termos nominais, passando de R$ 9,032 trilhões, em maio, para R$ 9,268 trilhões, em junho. O resultado decorreu da emissão líquida de R$ 142,25 bilhões e da apropriação positiva de juros de R$ 93,48 bilhões. Os números constam do boletim Relatório Mensal da Dívida Pública, divulgado na quarta-feira, 29/7, pelo Tesouro Nacional.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) registrou crescimento de 2,63%, com o estoque passando de R$ 8,692 trilhões para R$ 8,920 trilhões. A variação refletiu a emissão líquida de R$ 143,35 bilhões e a apropriação positiva de juros de R$ 85,16 bilhões.
O estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) variou 2,12% em relação a maio e encerrou junho em R$ 347,71 bilhões (US$ 67,17 bilhões). Desse total, R$ 299,95 bilhões (US$ 57,94 bilhões) correspondem à dívida mobiliária e R$ 47,76 bilhões (US$ 9,23 bilhões), à dívida contratual.
Acesse a íntegra do boletim Relatório Mensal da Dívida Pública do mês de junho
Composição
A participação da DPMFi na composição da DPF passou de 96,23%, em maio, para 96,25%, em junho. No mesmo período, a participação da DPFe recuou de 3,77% para 3,75%.
Entre os títulos da DPF, a parcela remunerada por taxa flutuante aumentou de 48,99% para 49,32%. Os títulos vinculados a índices de preços reduziram a participação de 26,26% para 25,90%, enquanto os títulos prefixados passaram de 21,00% para 21,04%.
O grupo Previdência ampliou o estoque em R$ 16,36 bilhões, totalizando R$ 2,008 trilhões em junho. A participação relativa do segmento passou para 22,52%.
O estoque das Instituições Financeiras aumentou de R$ 2,741 trilhões para R$ 2,833 trilhões, elevando a participação relativa para 31,76%.
Os Fundos de Investimento ampliaram o estoque de R$ 1,889 trilhão para R$ 1,962 trilhão. Os Não Residentes elevaram o estoque em R$ 6,87 bilhões e encerraram junho com participação relativa de 9,95%.
Ao fim do mês, o grupo Tesouro Direto representava 2,94% da DPF, enquanto o grupo Seguradoras correspondia a 3,34%.
Na composição das carteiras, os Não Residentes concentravam 69,42% dos investimentos em títulos prefixados. No grupo Previdência, 53,88% da carteira era composta por títulos vinculados a índices de preços.
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