Prisma Fiscal projeta em junho aumento de R$ 1,19 bilhão no déficit primário de 2026 — Ministério da Fazenda

O Prisma Fiscal de junho, divulgado na segunda-feira (15/6) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE/MF), com base nas expectativas do mercado para o Resultado Primário, aponta para um aumento de R$ 1,19 bilhão no Déficit Primário projetado para 2026: de R$ 57,83 bilhões (maio) para R$ 59,02 bilhões (junho).

O Resultado Primário representa 0,44% do PIB Nominal (mediana PRISMA), o que reflete variação de 0,01 p.p. na previsão de Déficit Primário/PIB em relação ao mês anterior.

No exercício de comparação da mediana do mercado e o Resultado Primário para fins de cumprimento da meta, observa-se um saldo positivo de R$ 5,3 bilhões, que está dentro do intervalo de tolerância – com folga ante o limite inferior da meta (piso de 0,00% do PIB e centro de 0,25%). Isso porque excluem-se as despesas que a legislação autoriza retirar da apuração da meta (R$ 64,4 bilhões, conforme o RARDP do 2º bimestre de 2026).

Projeções de médio prazo (2027 – 2029)

No comparativo mensal, houve piora nas expectativas para os próximos três anos. As revisões foram de R$ 6,75 bilhões (2027), R$ 3,52 bilhões (2028) e R$ 7,40 bilhões (2029), o que representa uma piora em proporção do PIB nominal de 0,05 p.p., 0,02 p.p. e 0,04 p.p., respectivamente.

  • Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG/PIB):

2026 e 2028: estabilidade, permanecendo em 83% e 89,00%, respectivamente.

2027 e 2029: leve piora. Para 2027, a expectativa alcançou 86,50%   (+0,05 p.p.) e para 2029 alcançou o patamar de 90,80% (+0,10 p.p. ante os 90,70% anteriores).

Prisma Fiscal

O Prisma Fiscal é o sistema de coleta de expectativas de mercado elaborado e gerido pela Secretaria de Política Econômica, para acompanhamento da evolução das principais variáveis fiscais brasileiras do ponto de vista de analistas do setor privado.

O sistema também reúne projeções para variáveis auxiliares relacionadas à atividade econômica, ao nível geral de preços e ao mercado de trabalho, fatores com impacto sobre as contas públicas e a política fiscal. O relatório apresenta estatísticas consolidadas das previsões das instituições participantes, como mediana, média, desvio padrão, valores mínimos e máximos.

As projeções mensais do relatório abrangem expectativas para arrecadação de receitas federais, receita líquida, despesa total, resultado primário e resultado nominal do Governo Central, além do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), da taxa de desemprego e da população ocupada. Já as projeções anuais para 2026 e 2027 contemplam as mesmas variáveis e incluem também a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), o deflator e o PIB nominal. 

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