O Presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, e o Diretor João Accioly participaram na tarde do último sábado, 25/7, do megaevento Expert XP, no São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista. No painel especial dedicado à Autarquia, intitulado “A Nova CVM: O que muda para o mercado, as empresas e os investidores?”, Lobo enumerou as providências e planos de sua gestão para aprimorar a capacidade de supervisão e regulação do mercado de capitais.

- Presidente da CVM, Otto Lobo participa de evento em São Paulo ao lado do Diretor João Accioly
A recente instituição do Grupo de Trabalho de Tokenização e a prospecção de tecnologias para adoção de Inteligência Artificial em procedimentos de supervisão estão entre as medidas já em curso na Autarquia.
“É uma entrega para o País, não podemos mais atrasar essa reforma do mercado de capitais. Isso tudo que está sendo feito no Brasil está sendo feito em todos os países. Trata-se de uma evolução, não de uma revolução.”
Otto Lobo, Presidente da CVM
O Presidente acrescentou que a CVM está em diálogo com outros reguladores e empresas de tecnologia. O objetivo é construir um modelo de regulação para a tokenização criada a partir da necessidade do próprio mercado, dentro de uma infraestrutura adequada para a supervisão dos ativos.
Segundo ele, o mercado em diferentes países já está migrando de uma fase de testes, de sandbox regulatório, para uma fase de início de operações tokenizadas. Nesse contexto, a CVM precisa ter capacidade de fiscalização, baseada em mais tecnologia.
“Não é a CVM que diz para onde vai o mercado, é o mercado que sabe onde vai fazer investimentos. A CVM tem que estar preparada para ajudar e regular o que for necessário.”
Otto Lobo, Presidente da CVM

- Otto Lobo e João Accioly participam do painel: A Nova CVM: O que muda para o mercado, as empresas e os investidores?
O avanço na supervisão permitirá mais liberdade e possibilidades para os atores do mercado de capitais, previu o Diretor João Accioly. O aperfeiçoamento no policiamento, com maior capacidade de detecção de práticas irregulares, poderia vir a permitir formas menos reservadas de atuação no mercado.
“Ao invés de termos que restringir produtos para determinados investidores, dada a capacidade de olhar quando temos problemas, podemos ter produtos mais acessíveis a todos.”
João Accioly, Diretor da CVM






