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Dólar alcança R$ 5,22, o valor mais alto desde março.

Dólar sobe para R$ 5,22 e atinge maior nível desde março

Em um dia conturbado no cenário internacional, o dólar superou a marca de R$ 5,20 e fechou em R$ 5,22, atingindo o maior valor em quase seis meses. A bolsa teve seu quarto dia de queda consecutiva.

A moeda americana seguiu a tendência de valorização do dólar no mercado externo, em um dia caracterizado pela aversão ao risco, aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e incertezas nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

O petróleo também encerrou o dia em alta, embora tenha ficado longe dos picos registrados durante a sessão.

Veja os principais números:

  • Dólar à vista: R$ 5,226 (+0,83%);
  • Ibovespa: 182.991,13 pontos (-0,26%);
  • Petróleo tipo Brent: US$ 97,83 (+0,40%);
  • Petróleo tipo WTI: US$ 92,60 (+0,21%).

Cotação

A moeda dos Estados Unidos começou a subir logo no início das negociações e chegou a ultrapassar R$ 5,22 ainda pela manhã. O dólar comercial teve um aumento de 0,83%, encerrando esta segunda-feira (28) cotado a R$ 5,226, representando o fechamento mais alto desde 30 de março.

Esse movimento refletiu a valorização do dólar em relação a outras moedas de países emergentes. O índice que mede a performance da moeda americana contra uma cesta de seis divisas subiu 0,05% às 17h04.

Externamente, a alta nos rendimentos dos títulos de 10 anos do Tesouro americano criou um clima menos favorável para ativos de maior risco. O rendimento do título de dez anos terminou o dia em 5,2319%, comparado a 5,181% na sexta-feira (25).

Taxas mais altas em economias desenvolvidas incentivam a saída de capitais de países emergentes, como o Brasil.

No âmbito doméstico, as atenções continuaram voltadas para as eleições presidenciais, com os dados das pesquisas divulgadas ao longo do dia não alterando o competitivo cenário eleitoral.

O Banco Central também reportou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 5,055 bilhões em agosto. Por outro lado, o investimento direto no país foi de US$ 7,396 bilhões no mesmo mês.

Na pesquisa semanal Focus, divulgada todas as segundas pelo Banco Central, a expectativa mediana para a cotação do dólar ao final deste ano se manteve em R$ 5,20.

A previsão para a inflação em 2026 aumentou de 4,92% para 4,99%, enquanto a expectativa para 2027 subiu de 4,30% para 4,31%.

Ibovespa em queda

O Ibovespa finalizou o pregão com uma queda de 0,26%, aos 182.991,13 pontos, após oscilar entre a mínima de 181.931,36 e a máxima de 184.094,65 pontos.

Com esse resultado, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou sua quarta sessão consecutiva em baixa. Apesar dessa sequência negativa, o Ibovespa continua apresentando uma alta de 3,14% em setembro e de 13,57% no ano.

O ambiente externo pressionou os mercados acionários, com quedas nas bolsas de Nova York e aumento nos juros dos títulos americanos. O S&P 500, que cobre as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, encerrou a sessão em baixa de 0,77%.

No mercado local, a alta dos preços do petróleo ajudou a sustentar as ações do setor. O índice Small Caps, que não inclui a Petrobras, caiu 1,2% no dia.

Petróleo em alta

O petróleo encerrou o dia em alta nesta segunda-feira, mas reduziu seus ganhos ao longo da sessão. Esse movimento ocorreu em meio a incertezas nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã e dificuldades na normalização do tráfego pelo Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent para dezembro, que serve como referência para negociações internacionais, subiu 0,40%, para US$ 97,83. Já o barril WTI, do Texas, avançou 0,21%, alcançando US$ 92,60.

O produto chegou a registrar ganhos mais significativos durante a sessão, mas perdeu parte da valorização após notícias sobre possíveis avanços nas negociações entre Washington e Teerã, bem como medidas para aumentar a oferta de petróleo.

A Arábia Saudita também retomou o bombeamento do oleoduto Leste-Oeste, com fluxo estimado em cerca de 3,5 milhões de barris por dia. As exportações foram reiniciadas no porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

Mesmo com sinais de aumento na oferta, as restrições de navegação em Ormuz e as tensões no Oriente Médio mantiveram o mercado de petróleo sob pressão, contribuindo para a volatilidade dos preços durante o pregão.

*com informações da Reuters

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