Esta é uma análise do Relatório Gerencial do FII ARTE11 (ÁRTEMIS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA), com base no documento oficial protocolado na B3/CVM. Para ver todos os indicadores completos e o histórico de rendimentos, confira a página do ARTE11.
Destaques do mês — ARTE11
- Distribuição de R$ 0,08 por cota, resultando em um dividend yield de 1,23% sobre a cotação de R$ 6,50.
- Cota patrimonial do fundo subiu 6,20%, encerrando em R$ 10,95.
- Desempenho do fundo mostrou um retorno acumulado de 49,59% desde o início das atividades.
- Fundo apresentou uma relação Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) de 0,59.
- Aumento significativo na liquidez média diária, atingindo R$ 118,0 mil no mês.
Composição da carteira — ARTE11
A carteira do ARTE11 é composta predominantemente por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), com 94,29% do patrimônio alocado em operações de originação própria, e 3,67% em mercado secundário. Os CRIs estão lastreados em créditos imobiliários pulverizados originados de contratos de venda de terrenos de empreendimentos localizados na região Sul de São Paulo. A estrutura da carteira apresenta uma média de LTV (Loan to Value) de 76,37% e uma duração média dos emissores de 6,35 anos.
Perspectivas do gestor — ARTE11
O gestor destaca que o fundo mantém um patamar de distribuição consistente e segue com a missão de preservar caixa enquanto busca gerar valor para os investidores. Ele também observa a recuperação do cenário dos fundos imobiliários e menciona um potencial upside para a valorização das cotas no longo prazo, considerando a relação descontada das cotas em relação ao patrimônio.
O que isso significa para o investidor — ARTE11
A cota do ARTE11 se encontra com um desconto significativo em relação ao seu valor patrimonial, com uma relação P/VP de 0,59, indicando que o mercado pode não estar refletindo adequadamente o valor dos ativos subjacentes. Essa dinâmica poderá representar uma oportunidade para investidor que acompanhe a valorização das cotas no médio e longo prazos. Além disso, o aumento de 1,23% no dividend yield sugere que, apesar dos desafios de mercado, os rendimentos permaneceram relativamente estáveis, o que pode ser um indicativo da solidez das receitas geradas pelos ativos do fundo.
O retorno acumulado de 49,59% desde o início das operações, aliado à composição diverificada da carteira, pode apontar para a qualidade dos ativos, enquanto a liquidez média diária crescente sugere um maior interesse e movimentação nas cotas do fundo. Contudo, os investidores devem considerar os riscos associados, incluindo a volatilidade dos mercados e a performance das taxas de juros que afetam diretamente os títulos atrelados à inflação que compõem a carteira.
Glossário
- Dividend Yield: Indicador que expressa o retorno que um investidor obtém através de dividendos em relação ao preço da cota.
- P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial): Relação que compara o preço da cota com o valor real dos ativos do fundo.
- Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI): Títulos emitidos para captar recursos, lastreados em recebíveis imobiliários.
- Liquidity: Medida que indica a facilidade com que os ativos podem ser comprados ou vendidos no mercado sem afetar seu preço.
Cota vs. IFIX — ARTE11

Fonte
Baseado na leitura do documento oficial, divulgado pela BTG PACTUAL SERVICOS FINANCEIROS S.A. DISTRIBUIDOR, protocolado publicamente na B3/CVM. Veja o documento completo em PDF.
Este texto tem caráter exclusivamente informativo e educativo — não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de nenhum ativo. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.




