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Aneel aborda debate sobre a finalização do contrato com a Enel em São Paulo.

Aneel adia discussão sobre fim de contrato com a Enel em São Paulo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu adiar a avaliação sobre a suspensão do contrato de concessão com a Enel SP, que é responsável pela distribuição de energia na região metropolitana de São Paulo.

O tema foi abordado em uma reunião pública realizada na terça-feira (6) e deve ser retomado em 60 dias, após um pedido de vista feito por um dos diretores da Aneel.

A diretora Agnes da Costa, que foi a relatora da discussão, manifestou-se a favor da caducidade (anulação) do contrato de distribuição da Enel.

De acordo com ela, as falhas na prevenção e resolução de problemas de distribuição continuam sem solução definitiva.

A diretora apresentou seu voto, respaldado por uma detalhada análise da adequação das provas coletadas, do direito de defesa da concessionária e da rigorosidade dos trâmites adotados no processo.

Ela também ressaltou que a empresa tem tentado obstruir o andamento do processo por meio de medidas jurídicas e detalhes técnicos que foram desconsiderados por não estarem relacionados ao que foi observado na fiscalização.

Pedido de vista

O debate sobre a suspensão do contrato permanece interrompido devido ao pedido de vista do diretor Gentil Nogueira. A matéria deverá ser novamente discutida em 60 dias.

Enel

Durante a sessão, Tiago de Barros Correia, representante da Enel SP, argumentou que a empresa alcançou os índices de atendimento necessários e respondeu adequadamente às emergências acontecidas no último ano.

A empresa também apresentou declarações de prefeitos das cidades onde opera, além de posições de organizações da sociedade civil, mas esses argumentos não foram suficientes para convencer a diretora.

Memória

O processo de caducidade teve início após uma série de multas e ações fiscalizatórias que mostraram-se ineficazes, além de queixas repetidas do prefeito da cidade de São Paulo e do governador do estado. Eles chegaram a sugerir a transferência da responsabilidade regulatória para o estado.

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