O mercado financeiro brasileiro enfrentou mais um dia de intensa pressão sobre as ações nesta quarta-feira (28). O Ibovespa registrou uma queda de 2,68%, atingindo 171.006,10 pontos, marcando o terceiro pregão consecutivo de desvalorização, enquanto o dólar fechou em leve baixa, cotado a R$ 5,34.
As incertezas em relação à política fiscal do governo mantiveram os investidores em alerta, apesar da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, de manter as taxas de juros inalteradas.
Principais números
- Ibovespa: 171.006,10 pontos (-2,68%);
- Bolsa na semana: perda acumulada de 16,6%;
- Bolsa no mês: recuo de 8,2%;
- Dólar comercial: R$ 5,34 (-0,19%);
- Dólar na semana: alta acumulada de 6,95%;
- Dólar no mês: valorização de 3,19%.
Ibovespa renova mínima
O Ibovespa fechou no menor patamar desde 20 de agosto, quando finalizou o pregão a 167.927,15 pontos. Durante a sessão desta quarta-feira, o índice variou entre uma mínima de 170.162,48 pontos e uma máxima de 175.711,22 pontos.
As perdas afetaram diversos setores da bolsa, com destaque para empresas mais vulneráveis às condições da economia brasileira, como o setor imobiliário e companhias de menor porte.
Esse movimento ocorre após uma sequência de ajustes nas posições dos investidores desde o resultado das eleições presidenciais. Dados da B3 mostraram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 2,846 bilhões da bolsa na segunda-feira (26), primeiro pregão após o segundo turno.
No cenário internacional, o Fed manteve as taxas de juros nos Estados Unidos entre 3,75% e 4% ao ano, conforme esperado pelo mercado. A decisão teve um impacto restrito nas operações brasileiras, enquanto o índice S&P 500, que abrange as 500 maiores empresas dos EUA, encerrou o dia com alta de 0,28%.
Dólar fecha em baixa
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira com uma queda de 0,19%, cotado a R$ 5,34, após uma sessão marcada por oscilações. Por volta das 13h30, a moeda norte-americana chegou a ser cotada a R$ 5,399, mas perdeu força na fase final das negociações, acompanhando o movimento de desvalorização do dólar no exterior após a decisão do Fed.
No mercado doméstico, as atenções permaneceram voltadas para as incertezas em relação à política fiscal do novo governo e à repercussão do cenário político brasileiro nas relações com os Estados Unidos.
A moeda americana acumula alta de 6,95% na semana, reflexo principalmente do aumento registrado na segunda-feira, e valorização de 3,19% em outubro. No entanto, no total do ano, apresenta uma queda de 2,59%.
* com informações da Reuters




