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ARTE11: Relatório Gerencial (09/2026)

Capa do Relatório Gerencial de 09/2026 do ARTE11 (ÁRTEMIS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA)

Esta é uma análise do Relatório Gerencial do FII ARTE11 (ÁRTEMIS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA), com base no documento oficial protocolado na B3/CVM. Para ver todos os indicadores completos e o histórico de rendimentos, confira a página do ARTE11.

Destaques do mês — ARTE11

  • Distribuição de R$ 0,08 por cota, resultando em um dividend yield de 1,23% sobre a cotação de R$ 6,50.
  • Cota patrimonial do fundo subiu 6,20%, encerrando em R$ 10,95.
  • Desempenho do fundo mostrou um retorno acumulado de 49,59% desde o início das atividades.
  • Fundo apresentou uma relação Preço sobre Valor Patrimonial (P/VP) de 0,59.
  • Aumento significativo na liquidez média diária, atingindo R$ 118,0 mil no mês.

Composição da carteira — ARTE11

A carteira do ARTE11 é composta predominantemente por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), com 94,29% do patrimônio alocado em operações de originação própria, e 3,67% em mercado secundário. Os CRIs estão lastreados em créditos imobiliários pulverizados originados de contratos de venda de terrenos de empreendimentos localizados na região Sul de São Paulo. A estrutura da carteira apresenta uma média de LTV (Loan to Value) de 76,37% e uma duração média dos emissores de 6,35 anos.

Perspectivas do gestor — ARTE11

O gestor destaca que o fundo mantém um patamar de distribuição consistente e segue com a missão de preservar caixa enquanto busca gerar valor para os investidores. Ele também observa a recuperação do cenário dos fundos imobiliários e menciona um potencial upside para a valorização das cotas no longo prazo, considerando a relação descontada das cotas em relação ao patrimônio.

O que isso significa para o investidor — ARTE11

A cota do ARTE11 se encontra com um desconto significativo em relação ao seu valor patrimonial, com uma relação P/VP de 0,59, indicando que o mercado pode não estar refletindo adequadamente o valor dos ativos subjacentes. Essa dinâmica poderá representar uma oportunidade para investidor que acompanhe a valorização das cotas no médio e longo prazos. Além disso, o aumento de 1,23% no dividend yield sugere que, apesar dos desafios de mercado, os rendimentos permaneceram relativamente estáveis, o que pode ser um indicativo da solidez das receitas geradas pelos ativos do fundo.

O retorno acumulado de 49,59% desde o início das operações, aliado à composição diverificada da carteira, pode apontar para a qualidade dos ativos, enquanto a liquidez média diária crescente sugere um maior interesse e movimentação nas cotas do fundo. Contudo, os investidores devem considerar os riscos associados, incluindo a volatilidade dos mercados e a performance das taxas de juros que afetam diretamente os títulos atrelados à inflação que compõem a carteira.

Glossário

  • Dividend Yield: Indicador que expressa o retorno que um investidor obtém através de dividendos em relação ao preço da cota.
  • P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial): Relação que compara o preço da cota com o valor real dos ativos do fundo.
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI): Títulos emitidos para captar recursos, lastreados em recebíveis imobiliários.
  • Liquidity: Medida que indica a facilidade com que os ativos podem ser comprados ou vendidos no mercado sem afetar seu preço.

Cota vs. IFIX — ARTE11

Variação da cota do ARTE11 comparada ao IFIX, últimos 12 meses

Fonte

Baseado na leitura do documento oficial, divulgado pela BTG PACTUAL SERVICOS FINANCEIROS S.A. DISTRIBUIDOR, protocolado publicamente na B3/CVM. Veja o documento completo em PDF.

Este texto tem caráter exclusivamente informativo e educativo — não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de nenhum ativo. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

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