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Dólar ultrapassa R$ 5,22 em um dia de instabilidade global

Com pessimismo externo, dólar sobe 0,47% e aproxima-se de R$ 5,20

O dólar apresentou um aumento de quase 1% em relação ao real nesta quinta-feira (1º). A moeda norte-americana ganhou força no mercado internacional, impulsionada pela aversão ao risco causada pelas tensões no Oriente Médio e pela alta nos preços do petróleo.

Na bolsa de valores, o Ibovespa teve um desempenho positivo, sobretudo devido às ações da Petrobras, mesmo com a cautela dos investidores em face do cenário internacional e da proximidade do primeiro turno das eleições.

Principais números

  • Dólar à vista: R$ 5,224 (+0,97%);
  • Ibovespa: 187.197,46 pontos (+0,46%);
  • Petróleo tipo Brent: US$ 102,31 (+4,37%);
  • Petróleo tipo WTI: US$ 92,87 (+2,71%).

Dólar em alta

O dólar comercial fechou a sessão com uma alta de 0,97%, cotado a R$ 5,224. A cotação alcançou uma mínima de R$ 5,169 às 9h40 e atingiu uma máxima de R$ 5,240 pouco antes das 14h. No acumulado do ano, a moeda apresenta uma queda de 4,83%.

Esse movimento refletiu a valorização do dólar no exterior. O índice DXY, que avalia o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,58%, indo para 102,040 pontos, após ter atingido uma máxima de 102,207.

O cenário internacional foi caracterizado pela preocupação com os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio. A alta dos preços do petróleo também aumentou as apreensões sobre a inflação, fomentando a busca por ativos considerados mais seguros.

Bolsa avança

O Ibovespa fechou seu primeiro pregão de outubro com uma alta de 0,46%, somando 187.197,46 pontos.

A alta foi impulsionada principalmente pelas ações da Petrobras, que se beneficiaram da significativa valorização do petróleo. Esse movimento ocorreu mesmo diante da cautela dos investidores devido ao contexto externo e à proximidade do primeiro turno das eleições.

O índice terminou setembro com um crescimento de 5% e acumula uma valorização de 16,2% no ano. O volume financeiro registrado nesta quinta-feira foi de R$ 26 bilhões.

Nos Estados Unidos, o S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas, fechou em alta de 0,19%. Os mercados também acompanharam a performance dos títulos do Tesouro americano e as repercussões da valorização do petróleo sobre as expectativas de inflação e taxa de juros.

Petróleo acelera

O preço do petróleo subiu significativamente nesta quinta-feira. Este movimento foi influenciado pelas tensões no Oriente Médio e pela preocupação com a oferta de combustíveis.

Como referência para as negociações internacionais, o barril do tipo Brent aumentou 4,37%, encerrando o dia a US$ 102,31.

O petróleo WTI, produzido no Texas, avançou 2,71%, fechando a sessão a US$ 92,87 por barril.

A valorização se intensificou à tarde, em resposta a notícias sobre o deslocamento de forças militares dos Estados Unidos para o Oriente Médio e novas incertezas relacionadas ao conflito com o Irã.

O mercado também monitorou a possibilidade de liberação de estoques de diesel pela União Europeia, em meio a preocupações sobre a oferta global. A China suspendeu as exportações de derivados de petróleo para fora de Hong Kong e Macau até novas instruções.

*Com informações da Reuters.

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