Tesouro Nacional recebe certificado do Pnud e lança estratégia de igualdade de gênero — Ministério da Fazenda

O Tesouro Nacional recebeu, na quarta-feira (5/2), o certificado de reconhecimento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) pelo compromisso público com a implementação do Selo de Igualdade de Gênero para Instituições Públicas. O Tesouro foi a primeira instituição do Governo Federal a aderir a essa metodologia internacional, que apoia e reconhece os esforços de organizações públicas na promoção da igualdade entre homens e mulheres. 

Durante a cerimônia, também foi lançada oficialmente a estratégia de implementação do plano de ação  para obtenção do Selo. O evento contou com a presença de gestores do Tesouro Nacional e de representantes do Pnud, que destacaram o papel de liderança do órgão na administração pública federal ao integrar a perspectiva de gênero em suas estruturas, políticas e processos institucionais. 

Em seu discurso, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, ressaltou que a adesão ao Selo representa um marco de modernização para uma instituição que se aproxima de quatro décadas de existência. Segundo ele, a iniciativa vai além da certificação formal e sinaliza um processo de transformação cultural.  

 “O Tesouro Nacional em 2026 vai completar 40 anos. Popularmente sempre se diz que depois dos 40 é mais difícil se abrir para mudanças, mas a instituição precisa continuar avançando. É muito simbólico ver uma organização com essa trajetória liderando uma iniciativa como essa, sendo pioneira no Governo Federal na decisão de implantar o Selo. Mais importante do que o Selo em si é a decisão de vivenciar essa jornada e transformar o Tesouro Nacional em uma instituição muito mais acolhedora”, avaliou. 

 Avanços 

A representante residente adjunta do Pnud no Brasil, Elisa Calcaterra, entregou o certificado e destacou que os avanços já alcançados pelo Tesouro Nacional vêm sendo reconhecidos como boa prática internacional. O documento é concedido após a apresentação do plano de ação proposto pelo Tesouro, alinhado aos padrões estabelecidos na metodologia do Selo de Igualdade de Gênero, e corresponde a uma etapa preliminar à certificação.    

“É uma honra estar aqui e parabenizar o Tesouro Nacional por ter sido a primeira instituição a aderir ao selo no Brasil e pelos avanços realizados desde o início da implementação. A iniciativa já está documentada como uma boa prática a ser compartilhada com outras instituições, e vocês certamente serão muito procurados”, afirmou Calcaterra. Ela ressaltou ainda o impacto estrutural da iniciativa, destacando a importância de o Tesouro seguir contribuindo para a desconstrução da desigualdades de gênero também no campo econômico, por meio de conhecimento técnico e apoio a políticas públicas mais responsivas. 

A secretária adjunta do Tesouro Nacional, Viviane Silva Varga, celebrou a agilidade e a qualidade técnica na elaboração do plano de ação e agradeceu o trabalho do Comitê de Igualdade de Gênero e das equipes envolvidas. Em sua fala, destacou a importância do engajamento masculino para o êxito das políticas afirmativas. “Aproveito esse momento para pedir a compreensão e o engajamento dos colegas homens, especialmente dos gestores, que são agentes de mudança fundamentais para que essas políticas afirmativas tenham sucesso”, destacou. 

Sobre o Selo 

O Selo de Igualdade de Gênero para Instituições Públicas é uma metodologia do Pnud que apoia e reconhece os esforços de organizações públicas na promoção da igualdade substantiva entre homens e mulheres. Ao aderir ao compromisso público, o Tesouro Nacional iniciou uma trilha de reforma institucional e avança agora para a fase de execução de seu plano de ação estratégico. 

A metodologia é implementada em cinco etapas: engajamento, diagnóstico e elaboração de plano de ação, implementação deste plano, avaliação e certificação. Ao longo desse período, o plano de ação selecionou 28 indicadores, dentre os 40 elencados na metodologia, para avaliarem a atuação institucional de maneira completa, em áreas que vão desde os ambientes de trabalho e as capacidades em igualdade de gênero até as parcerias e os resultados e impactos nas políticas públicas. 

Os indicadores foram elaborados a partir dos compromissos nacionais e internacionais em matéria de igualdade de gênero, como a Conferência Mundial da Mulher (Beijing 1995) e a Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Cedaw). 

Link da noticia – Ministério da Fazenda