O Ministério da Fazenda e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informam que as autoridades reguladoras chinesas autorizaram a listagem de fundos de índice (Exchange-Traded Funds – ETFs) para investimento em ações de empresas brasileiras nas bolsas de Xangai e Shenzhen, no âmbito do Programa Conexão de Fundos de Índice Brasil–China (Brazil–China ETF Connect).
O ETF Connect estabelece um mecanismo para a listagem recíproca de ETFs entre a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão e as bolsas chinesas. Lançado oficialmente em 26 de maio de 2025, o programa teve início com os primeiros fundos da Bradesco Asset e, posteriormente, da Itaú Asset, referenciados nos índices chineses CSI 300 e ChiNext, listados na B3. Agora, o programa entra em uma nova fase, com a listagem, pelas gestoras chinesas EFunds, China Universal e China Asset Management, de ETFs referenciados no índice brasileiro Ibovespa B3.
“O ETF Connect representa um marco nas nossas relações financeiras, ao permitir uma maior interligação entre os mercados e as bolsas de valores dos dois países. Esse esforço abre caminho para que o setor privado aproveite as imensas oportunidades existentes em ambos os mercados, em um ambiente de estabilidade regulatória, confiança mútua e previsibilidade econômica. Estabelecer canais que aproximem investidores dos dois países e de seus mercados é fundamental para ampliar o conhecimento mútuo, corrigir assimetrias de informação e fomentar oportunidades de investimento de forma geral”, destacou a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, embaixadora Tatiana Rosito.
A recente autorização se insere em um conjunto de iniciativas apoiadas pelo governo brasileiro, por meio da Secretaria de Assuntos Internacionais (Sain) do Ministério da Fazenda e da CVM, destinadas a promover a integração dos mercados de capitais entre o Brasil e a China. O tema foi objeto de tratativas com as autoridades chinesas no contexto da 11ª Reunião da Subcomissão Econômico-Financeira da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), realizada em 17 de setembro de 2025, copresidida pela embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, e pelo vice-ministro de Finanças da China, Liao Min.
“O programa tem se mostrado um sucesso, não apenas porque os ETFs são instrumentos valorizados como porta de entrada para investidores nos mercados de capitais, mas também pelo seu caráter simbólico. Atualmente, há três produtos negociados no Brasil que refletem índices chineses, o que representa não apenas uma ampliação das opções de diversificação para investidores brasileiros, mas também uma via concreta de aproximação com o mercado de capitais chinês”, afirmou a Diretora da CVM, Marina Copola.
O Ministério da Fazenda e a CVM reafirmam seu comprometimento em aprofundar a cooperação com a China e com outros parceiros internacionais na área de mercados de capitais, contribuindo para o fortalecimento da integração financeira e o desenvolvimento econômico nacional.