Durigan afirma que o Brasil está em uma trajetória positiva e antecipa um superávit para este ano.


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou nesta quarta-feira (6) que a função de seu ministério é garantir a estabilidade econômica do país. Durante uma entrevista no programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena, ele enfatizou que o Brasil está em um bom caminho. “Estamos prevendo superávit para este ano e para o próximo”.

Durigan adicionou que o Ministério da Fazenda já apresentou a primeira proposta orçamentária para 2027: “É a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que já indica um superávit de 0,5% para o próximo ano, e vamos continuar nessa direção”.

O ministro também fez uma comparação entre 2026, último ano do atual mandato do presidente Lula, e 2022, que marcou o término do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro: “2026 será distinto de 2022. Em 2022, também havia guerra e diversas complicações. O que ocorreu em 2022 foi uma série de erros. Houve tomadas de recursos dos governadores de maneira abrupta, calotes em precatórios e muitos deixaram de receber”.

>> Acompanhe o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O ministro esclareceu que em 2022 houve um superávit registrado, mas isso se deveu ao fato de que “adiaram muitos problemas”. Em sua entrevista, Durigan lembrou que o ex-ministro Fernando Haddad pagou quase R$ 30 bilhões em 2023 aos governadores, quitou precatórios e implementou a reforma tributária, reorganizando as contas do país. “Vamos trabalhar para que 2026 tenha estabilidade econômica”.

Risco no abastecimento

“Neste ano, enfrentamos riscos no abastecimento [de combustíveis]. Isso representa um desafio para escoar nossa safra e para que os caminhoneiros possam operar regularmente”, alertou.

“Estamos nos esforçando para garantir um abastecimento robusto no país”, afirmou o ministro. Ele mencionar que, a pedido do presidente, se reuniu com todos os governadores, enfatizando que as ações não seguirão o padrão de 2022.

“Se houver um problema que atinge a todos, vamos compartilhar a responsabilidade, especialmente em relação à importação do diesel. Estamos dividindo os custos e até mesmo os [governadores] da oposição concordaram, exceto um”.

O governo de Rondônia foi o único a rejeitar o acordo, não aceitando a redução do ICMS, o imposto estadual aplicado ao diesel.

O ministro detalhou que o governo federal isentou o diesel do tributo, assim como o biodiesel, “para tratar igualmente o combustível fóssil e o renovável. Estamos também apresentando ao Congresso a proposta de eliminar parcialmente o tributo sobre a gasolina e o etanol”.



Link da matéria