Lula apoia a indústria automotiva brasileira na América Latina e na África


Na noite desta terça-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a indústria automobilística brasileira enfrenta o desafio de competir no mercado da América Latina e da África.

“Não devemos deixar o mercado apenas para as matrizes. Precisamos ir atrás e competir, pois estamos mais próximos”, declarou Lula. 

O presidente participou da comemoração dos 70 anos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em um evento realizado no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília. A associação abrange 26 empresas responsáveis pela fabricação de automóveis e máquinas autopropulsadas no Brasil.

De acordo com Lula, o governo deve contribuir para “formar consumidores” de veículos. Ele ressaltou que a mão de obra brasileira é “altamente qualificada e especializada”. 

Biocombustível menos poluente

Lula também lembrou que, na feira industrial de Hannover (Alemanha), em abril, os brasileiros puderam demonstrar que o biocombustível brasileiro é mais eficiente e gera 67% menos emissão de gás de efeito estufa. 

“Não precisamos importar o mix tecnológico dos motores europeus para reduzir a poluição do planeta. Eles devem comprar nosso biodiesel para ajudar na despoluição do planeta a partir da Europa.”

Setor em ascensão

No mês passado, a associação anunciou que o desempenho da indústria automotiva superou as expectativas. Conforme o relatório, março foi o melhor mês para a produção de veículos desde outubro de 2019 e o melhor período desde 2018, com 264,1 mil unidades fabricadas entre automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

Isso representou um aumento de 35,6% em relação a março de 2025 e de 27,6% em comparação com fevereiro.

Foi relatado que, ao longo do ano, a produção totalizou 634,7 mil veículos, um crescimento de 6% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Atualmente, o setor conta com 53 fábricas situadas em nove estados e 38 municípios. A atividade gerencia aproximadamente 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos, representando cerca de 20% da produção nacional.



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