Crescimento das ofertas de ações é destaque no primeiro trimestre de 2026 — Comissão de Valores Mobiliários

O total de valores mobiliários emitidos até o final do 1° trimestre de 2026 foi de R$ 207,6 bilhões – um crescimento de 19,8% no volume financeiro comparado ao mesmo período de 2025. O destaque fica por conta da retomada das ofertas de ações, cujo volume financeiro de janeiro a março se aproxima do total do ano anterior: R$ 13,6 bilhões x R$ 15,5 bilhões.

 Boletim Econômico 1º trimestre/2026 em números

Conjunto de regulados 92.929 participantes
Emissão em valores mobiliários R$ 207,6 bilhões
Ofertas de ações R$ 13,6 bilhões
Ofertas via crowdfunding R$ 1,1 bilhão
Estimativa do valor total do mercado regulado R$ 52,91 trilhões
Capitalização do mercado de ações R$ 5,37 trilhões
Indústria de Fundos de Investimento R$ 11,66 trilhões

“Os dados do Boletim Econômico do primeiro trimestre de 2026 evidenciam a continuidade do processo de expansão do mercado de capitais brasileiro. Observamos algumas emissões de instrumentos acionários, o que é uma sinalização muito positiva, considerando o histórico, a consolidação da indústria de crowdfunding como importante alternativa de financiamento, e um aumento expressivo das emissões em comparação com o mesmo período de 2025.”

Bruno Luna, Chefe da Assessoria de Análise Econômica, Gestão de Riscos e Integridade (ASA) da CVM.

Crescimento contínuo: conjunto de regulados e crowdfunding

O número de regulados pela CVM cresceu 0,12% em relação ao final do ano passado, alcançando a marca de 92.929 participantes. A indústria de consultores de valores mobiliários continua avançando, crescimento de 6,4%, e dos Fundos de Investimento, aumento de 1,5%, ambos em relação a dezembro de 2025.

As ofertas via plataformas eletrônicas de investimento participativo, conhecidas como crowdfunding e regidas pela Resolução CVM 88, seguem em alta. De janeiro a março de 2026, a quantidade de emissões cresceu 66,7% em relação ao mesmo período de 2025 (245 x 147), enquanto o volume financeiro avançou 83,3% (R$ 1,1 bilhão x R$ 0,6 bilhão).

O Boletim ainda estima o valor total do mercado regulado em R$ 52,91 trilhões e, quando excluído o valor nocional dos produtos derivativos, em R$ 19,20 trilhões (alta de 4,3% e 6,7%, respectivamente, em relação ao final de 2025). O crescimento foi impulsionado pela categoria de renda variável, com a capitalização de mercado de ações avançando para R$ 5,37 trilhões (aumento de 12,6%), e pela indústria de Fundos de Investimento, que atingiu R$ 11,66 trilhões, alta de 4,8% diante dos números do último trimestre de 2025.

Mapa de riscos

O mapa de riscos do Boletim Econômico traz a evolução dos principais riscos para os mercados regulados: macroeconômico, mercado, crédito, liquidez e o apetite ao risco. Todos os indicadores registraram variação em relação ao trimestre anterior, movimento esse associado ao cenário externo adverso, marcado pela escalada das tensões geopolíticas globais.

O destaque ficou por conta do risco de mercado, que fechou o primeiro trimestre de 2026 com alta expressiva, alcançando a marca de 2,7 pontos numa escala de 1 a 5. Reflexo do aumento abrupto de volatilidade dos índices de renda fixa e renda variável.

  • Mercado – aumento de 2.7
  • Liquidez – aumento de 2.0
  • Macro – aumento de 1.1
  • Crédito – queda de 1.0
  • Apetite ao risco – queda de 3.5

Sobre o boletim

O Boletim Econômico é divulgado trimestralmente pela Assessoria de Análise Econômica, Gestão de Riscos e Integridade (ASA) e substituiu os antigos Boletins de Risco e de Mercado, que foram divulgados mensalmente até a data-base março/21.

Veja mais dados de mercado no Boletim Econômico 1º trimestre/2026.

Confira, também, a versão interativa do Boletim, com uso de filtros e possibilidade de visualização de períodos e dados específicos de seu interesse.

Link da noticia – CVM