Nesta quarta-feira (4/3), representantes do Ministério da Fazenda participaram do Seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres” no Palácio do Planalto. Organizado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), em parceria direta com o Ministério das Mulheres, o evento marcou um passo fundamental na articulação institucional para o lançamento do Plano de Ação do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. A escolha da sede do Poder Executivo para este encontro reforçou a centralidade da pauta no governo federal, buscando promover o engajamento e o debate em torno da defesa da vida plena de meninas e mulheres em todo o território nacional.
Estiveram presentes a secretária extraordinária de Mercado de Carbono, Cristina Reis, a chefe da Assessoria Especial do Ministro da Fazenda, Cecília Morais, e a chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Fazenda substituta, Ana Karyna Sobral, acompanhadas pela assessora Roberta Ludwig. A participação demonstra o compromisso do Ministério com a transversalidade das políticas públicas e com a construção de um ambiente social e econômico onde a diversidade e a proteção à vida sejam pilares fundamentais da gestão pública.
O objetivo primordial do Seminário foi consolidar o engajamento coletivo para o enfrentamento à violência de gênero, indo além de discussões teóricas para estabelecer compromissos práticos. O foco central residiu no lançamento do pacto intersetorial contra o feminicídio, uma iniciativa que busca unir esforços do Executivo, Legislativo e Judiciário para reverter índices alarmantes de violência. Através desta união de poderes, o governo espera criar uma rede de proteção mais eficiente e célere, capaz de intervir antes que as trajetórias de vida das mulheres sejam interrompidas por crimes motivados pelo gênero.
A programação teve início com um momento de homenagem à Maria da Penha, figura emblemática cuja luta pessoal transformou a legislação brasileira e salvou inúmeras vidas. Os debates técnicos seguiram conectando a memória histórica da luta das mulheres com os desafios contemporâneos enfrentados pela administração pública. A presença de diversas autoridades ressaltou a importância institucional atribuída ao evento e ao pacto que estava sendo formalizado.
O Seminário dedicou um espaço significativo para a análise de dados concretos através da mesa intitulada “Feminicídio no Brasil: Vidas e Trajetórias”. Especialistas e gestores debateram os números recentes sobre o crescimento do feminicídio, buscando compreender os impactos sociais decorrentes dessas perdas e os obstáculos que ainda impedem um enfrentamento mais eficaz.
Durante a programação, foram apresentadas as medidas de curto prazo do Pacto Brasil, onde o Comitê responsável detalhou as diretrizes imediatas do Plano de Trabalho para o enfrentamento direto do feminicídio.
O seminário também se destacou por estar em estreita harmonia com a campanha nacional “Todos Juntos por Todas”, lançada pelo governo federal. Esta iniciativa visa convocar não apenas as instituições, mas toda a sociedade brasileira para uma mudança de paradigma na proteção de meninas e mulheres. Ao reforçar que a segurança feminina é um compromisso coletivo, a campanha busca desconstruir a ideia de que a violência doméstica e de gênero é uma questão restrita ao âmbito privado, trazendo-a para o centro do debate sobre segurança pública e direitos humanos.
Um dos momentos mais inovadores da programação ocorreu no período da tarde, com a realização de dinâmicas paralelas voltadas para diferentes públicos. Enquanto o Seminário continuava no Salão Oeste, foi realizada uma oficina no Salão Leste sob o tema “Homens pela Vida das Meninas e Mulheres”. Este espaço, restrito ao público masculino, contou com a participação do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de diversos ministros de Estado, incluindo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, AGU, CGU e outros, focando em debates sobre responsabilidade, mudança de comportamento e a promoção de relações baseadas na igualdade e no respeito mútuo.
A participação dos homens nesta oficina específica foi considerada ponto crucial do evento, reconhecendo que a erradicação da violência de gênero exige o envolvimento direto e a autocrítica do público masculino. A oficina funcionou como um espaço de sensibilização, onde as lideranças do governo puderam refletir sobre seu papel na construção de uma cultura que não tolere mais a violência contra a mulher. O convite aos homens para participarem ativamente dessa dinâmica reforçou a tese de que a mudança social profunda depende de um esforço conjunto e da reeducação comportamental.
O Ministério da Fazenda, ao acompanhar de perto cada uma dessas etapas, reafirmou seu papel como parceiro na viabilização de políticas que garantam a vida e a dignidade das brasileiras. O evento concluiu-se com a expectativa de que o Plano de Ação do Pacto Brasil resulte em medidas concretas e eficazes, transformando as discussões realizadas no Palácio do Planalto em segurança real para todas as mulheres e meninas do país
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