As previsões do mercado financeiro para a inflação em 2026 continuam apresentando uma tendência de queda, conforme o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), apontando que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar o ano em 5,15%.
Na semana anterior, havia a expectativa de que o IPCA, que mede a inflação no país, encerraria o ano em 5,16%. Quatro semanas atrás, a previsão era de 5,33%. Para 2027 e 2028, o boletim estima inflação de 4,20% e 3,78%, respectivamente.
Outros indicadores, como PIB, Câmbio e Selic, mostraram projeções estáveis quando comparadas às semanas anteriores.
PIB e Dólar
No que se refere ao Produto Interno Bruto (PIB – total de bens e serviços produzidos no país), as estimativas do mercado financeiro se mantêm as mesmas há três semanas: um crescimento de 1,99% para 2026. Há quatro semanas, as previsões eram de um crescimento de 1,98%.
Para 2027, o mercado prevê um crescimento de 1,65% do PIB e 2% para 2028.
A previsão para o câmbio ao final de 2026 permaneceu estável por cinco semanas, com o mercado prevendo uma cotação de R$ 5,20 para o ano, R$ 5,28 para 2027 e R$ 5,30 para 2028.
Taxa Selic
A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 é de 14%, mantendo-se inalterada pela quarta semana consecutiva.
A taxa atualmente em vigor, fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é de 14,25%. Espera-se pelo menos uma redução na taxa até o final de 2026.
A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 4 e 5 de agosto.
As previsões da Selic para 2027 e 2028 permanecem em 12% e 10,5%, respectivamente.
Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando foi fixada em 15,25% ao ano.
De setembro de 2024 até junho de 2025, a taxa foi elevada em sete ocasiões.
Copom
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito se torne mais acessível, incentivando a produção e o consumo no país, o que, por sua vez, estimula a atividade econômica.
No entanto, especialistas consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus alertam que créditos mais baratos podem gerar pressões inflacionárias.
Ao elevar a taxa Selic, o Copom torna o crédito mais caro, o que estimula a aplicação de recursos em rendas fixas ou poupanças, em vez do consumo.
Na perspectiva do mercado, taxas de juros mais altas dificultam a expansão da economia, pois desestimulam o consumo e, assim, reduzem a demanda, ajudando a controlar pressões inflacionárias.
Para definir as taxas de juros que aplicam a seus clientes, os bancos também levam em consideração outros fatores, como o risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.







