O dólar terminou a semana em leve alta frente ao real, enquanto o Ibovespa quebrou uma sequência de três semanas de alta e o petróleo disparou quase 5% nesta sexta-feira (17), em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. O pessimismo em relação a empresas de inteligência artificial também impactou as negociações globais.
A alta nos preços do petróleo ajudou a suavizar as perdas da moeda brasileira e apoiou as ações da Petrobras, mas não foi suficiente para evitar a queda da bolsa brasileira.
Números principais:
- Dólar à vista: +0,24%, a R$ 5,111;
- Ibovespa: -0,06%, aos 173.714,08 pontos;
- Petróleo Brent: +4,59%, a US$ 88,10 o barril;
- Petróleo WTI: +4,48%, a US$ 82,49 o barril.
Câmbio
O dólar se fortaleceu em relação a várias moedas de países emergentes em uma sessão marcada pela aversão ao risco. O aumento dos conflitos entre Estados Unidos e Irã impulsionou a busca por ativos mais seguros, favorecendo a moeda americana.
A divisa atingiu a máxima de R$ 5,133 por volta das 10h30, mas perdeu força durante a tarde, fechando o dia a R$ 5,111, com alta de 0,24%. Na semana, a variação foi quase nula, com o dólar caindo 1% frente ao real em julho. Em 2026, a moeda acumula uma desvalorização de 6,88%.
Apesar do cenário internacional desfavorável, o real teve um desempenho melhor que outras moedas emergentes. A alta nos preços do petróleo melhorou a perspectiva para os termos de troca do Brasil, um importante exportador da commodity, aliviando parte da pressão cambial. As tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros estiveram em segundo plano para os investidores.
Mercado de ações
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou a sexta-feira com uma leve queda de 0,06%, a 173.714,08 pontos, marcando a primeira perda semanal em um mês. O índice esteve em alta durante parte do pregão, mas perdeu força à medida que os juros futuros subiram e as ações ligadas ao consumo lideraram as perdas.
O bom desempenho da Petrobras, impulsionado pela valorização do petróleo, ajudou a conter as perdas do principal índice da B3. Por outro lado, ações de bancos caíram em bloco, enquanto setores de varejo, construção civil e educação ficaram entre os que mais perderam.
Além da tensão geopolítica, os investidores acompanharam a desaceleração da atividade econômica brasileira medida pelo (IBC-Br) de maio, bem como os efeitos do aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
No exterior, a queda das ações de fabricantes de chips e empresas de inteligência artificial pressionou os mercados globais, reforçando a tendência de migração para ativos com menor risco.
Petróleo
Os contratos internacionais de petróleo experimentaram uma forte alta após o agravamento das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, além do aumento das preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota key para a exportação de petróleo no mundo.
O barril de petróleo Brent, referência para a Petrobras, subiu 4,59%, fechando a US$ 88,10 o barril. Já o barril WTI, do Texas, teve uma alta de 4,48%, encerrando a US$ 82,49.
As duas referências acumulam uma valorização de aproximadamente 16% na semana, refletindo o temor de que a escalada do conflito cause novos choques de oferta e mantenha a pressão nos preços da energia, com um impacto potencial na inflação global e nas expectativas para a política monetária das principais economias.
*Com informações da Reuters







