Mercados financeiros hoje: PL dos fundos e arrecadação são destaque na agenda doméstica

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Congresso. Foto: Roque de Sá/Agência Brasil

As atenções nesta terça-feira ficam no Congresso, com expectativa de votação na Câmara do projeto de lei de taxação dos fundos de alta renda (exclusivos e offshore), enquanto o Senado deve aprovar a extensão do benefício da desoneração da folha de pagamentos para 17 setores até 2027.

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A agenda do dia traz ainda a arrecadação federal de setembro e as prévias dos índices de gerentes de compras (PMIs) dos Estados Unidos.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, discursa. Entre os balanços, destaque para números da Alphabet, Coca-Cola e Microsoft.

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No exterior, bolsas começam o dia em alta

De olho nos PMIs da Europa e antes dos números dos EUA, os investidores mostram algum apetite, com bolsas em alta, com exceção do FTSE, de Londres, que ampliou perdas após os PMIs do Reino Unido superarem as expectativas. Já a libra ganhou força ante o dólar e o euro ficou mais fraco após dados mistos na zona do euro.

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O PMI composto da zona do euro caiu ao menor nível em 35 meses e veio pior que o esperado e está abaixo de 50, o que mostra contração. O PMI composto da Alemanha também frustrou as expectativas, pressionado por serviços.

Ainda na Alemanha, a confiança do consumidor deve aparecer enfraquecida pelo terceiro mês consecutivo em novembro. Os juros dos Treasuries operam sem direção única, após terem caído ontem, o que ajuda a reduzir preocupações sobre custos de financiamento.

No Brasil, semana é decisiva para pauta fiscal

O tom positivo dos futuros de Nova York deve ajudar o Ibovespa, enquanto a alta do petróleo é benéfica para as ações da Petrobrás, que devem buscar recuperação após queda de 6% ontem diante da proposta de mudança do estatuto social da empresa.

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Os Adrs da Petrobrás subiam 2,28% no pré-mercado em NY às 7h22 e os ADRs da Vale subiam 1,27%.

As votações no Congresso também ficam no foco e a semana é decisiva para andamento da pauta que vai mostrar a capacidade do governo de cumprir as promessas na área fiscal. A preocupação com a capacidade de o governo conseguir atingir a meta de déficit fiscal zero no ano que vem coloca luz sobre os números de arrecadação, que devem mostrar leve aumento em setembro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse ontem que o presidente Lula anunciará esta semana os indicadores para a diretoria do Banco Central. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse ontem que a política fiscal, no longo prazo, “é mais frouxa” que a do mundo emergente.

*Agência Estado

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