Mercado financeiro hoje: dados do payroll nos EUA são o foco do dia

O Gestor

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Bolsa de valores. Foto: Divulgação B3.

A divulgação do principal relatório de empregos dos EUA, o payroll, referente ao setor público e privado em setembro, será o condutor dos mercados hoje e poderá dissipar as dúvidas sobre o grau da resiliência do mercado de trabalho e potencial impacto nos juros, após os sinais distintos apontados pelas pesquisas Jolts e ADP nos últimos dias.

Um discurso do diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Christopher Waller, também está previsto.

No Brasil, a agenda é enxuta e o destaque é o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro.

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EUA e Europa

Os mercados americanos adotam um tom positivo, com ganhos leves nos futuros das Bolsas em Nova York apesar da alta dos juros dos Treasuries, Tesouro americano, enquanto aguarda pelo payroll de setembro, que deve ajudar a definir a direção dos juros americanos.

Segundo analistas, se os dados de criação de empregos e de salário médio por hora vierem mais fortes que as previsões, devem reforçar as apostas de juros altos do Federal Reserve (Fed) por período prolongado, enquanto resultados mais fracos podem apoiar um apetite por ativos de risco.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês) destacou que o Comitê da Basileia aponta riscos das taxas de juros mais elevadas nas principais economias, como a diminuição dos créditos, e defende priorizar a supervisão bancária.

Na Europa, as Bolsas sobem mais antes do payroll, após o indicador positivo de encomendas à indústria na Alemanha, com um salto mensal de 3,9% em agosto, bem maior do se esperava.

Brasil e os investidores externos

Os mercados começam a sexta-feira de olho no IGP-DI e no fôlego limitado nos mercados americanos antes do payroll. A tendência é de que os ativos locais sejam guiados pelos dados do mercado de trabalho americano, que podem trazer volatilidade aos negócios.

Embora os juros ainda estejam elevados no País, o câmbio atual está em patamar adequado para a competitividade brasileira, ressaltou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin. Para o vice-presidente, a reforma tributária vai ajudar o setor industrial, desonerando investimentos e exportações, ainda que não seja uma reforma perfeita.

Em sua estreia nos encontros anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que acontecem na próxima semana, em Marrakesh, no Marrocos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recebeu pedidos para ao menos 16 reuniões com investidores, contrapartes da Europa, da Ásia e da África e representantes de organismos multilaterais. O ministro vai liderar a comitiva brasileira às reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, que também terá a presença do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

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Ontem o Ibovespa fechou em queda de 0,28%, a 113.284,08 pontos. Na mínima, o índice desceu a 112.704,87. Na quarta-feira, o principal índice da bolsa subiu 0,17%.

*Agência Estado

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