Itaúsa se desfaz de toda participação na XP e levanta R$ 1,7 bilhão

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A Itaúsa (ITSA3 / ITSA4), que controla o Banco Itaú, concluiu nesta quarta-feira, 14/12, a venda da participação remanescente que tinha na corretora XP.

Segundo o comunicado, “a alienação total de ações Classe A de emissão da XP (XPBR31)”, aconteceu por meio de vendas realizadas entre novembro e dezembro deste ano, num total de R$ 1,7 bilhão.

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Com a operação, a holding não possui mais participação na XP – o que coloca um fim aos seis anos como sócia da corretora de Guilherme Benchimol.

Além disso, parte do dinheiro obtido com a operação foi utilizado para o resgate antecipado de debêntures da 1ª série da 5ª emissão e parte será direcionada ao reforço de caixa e à ampliação do nível de liquidez da empresa.

No fato relevante, a holding afirmou que a alienação faz parte da decisão da Itaúsa de desinvestir da XP, por não se tratar de um ativo estratégico para a companhia.

“Não são esperados impactos relevantes nos resultados da Itaúsa do 4º trimestre de 2023, já que o investimento da Itaúsa na XP estava contabilizado como ativo financeiro mensurado a valor justo desde o 3º trimestre de 2023”, diz o documento.

A mensuração a valor justo, também conhecida como Fair Value, é uma avaliação de um ativo, passivo ou instrumento financeiro (como ações, por exemplo) com base no preço de mercado, ou seja, através de uma simples transação de compra e venda.

Histórico Itaúsa-XP

Em 2017, a Itaúsa tornou-se sócio relevante da XP ao adquirir 49,9% do capital social da corretora. Na ocasião, a holding desembolsou cerca de R$ 6 bilhões. Atualmente, o valor de mercado da XP é de R$ 140 bilhões.

Em agosto deste ano, o presidente da Itaúsa, Alfredo Setubal, afirmou num evento para investidores que faria o desinvestimento na XP “sem pressa”, mas que o processo poderia terminar já em 2023.

“Se o mercado tiver condições de absorver esse saldo, vamos executar. Se não, fica para o ano que vem”, afirmou na época. Um mês antes, a Itaúsa chegou a reduzir sua participação na XP para 3,27%.

No 3º trimestre, a Itaúsa reportou lucro líquido recorrente de R$ 4,6 milhões, maior valor da sua história e um crescimento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado.

Pagamento de JCP aos acionistas

Em outro fato relevante, a controladora do Itaú afirmou que o Conselho de Administração da companhia aprovou o pagamento de R$ 820 milhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP) em 2024.

O valor líquido (com desconto do imposto) equivale a R$ 0,06749 por ação, com a distribuição feita até 30 de dezembro do ano que vem.

“Esses juros terão como base de cálculo a posição acionária final do dia 18 de dezembro de 2023 e serão imputados ao valor do dividendo do exercício de 2023.”

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