Inflação ao consumidor nos EUA alta mantém pressão sobre os juros

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Notas de dólares sobrepostas. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

As pressões inflacionárias nos Estados Unidos seguem persistentes, apesar dos juros no maior patamar em 22 anos. É o que revela o índice de preços de gastos com consumo, um dos indicadores mais importantes para as decisões de política monetária do Federal Reserve.

O PCE ficou em 0,4% em setembro, estável na comparação com agosto, mas avançou em relação aos 0,2% de julho. Esse é o maior valor em quatro meses, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira, 27/10, Departamento de Comércio americano.

Na comparação anual, o PCE de setembro ficou em 3,4%, estável em relação aos dados de agosto e julho. O resultado veio em linha com a previsão do mercado financeiro. Já o núcleo do índice, que exclui componentes voláteis como alimentos e energia, subiu 0,3% no mês passado.

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Os preços dos alimentos avançaram 2,7%, enquanto os de energia diminuíram 0,1% no mês. O aumento da demanda das famílias também foi sentido pelo Produto Interno Bruto americano que cresceu a uma taxa anualizada de 4,9% no 3º trimestre.

Apesar da expectativa que esses gastos percam força nos próximos três meses, autoridades do Fed alertam que números mais fortes podem levar a um maior endurecimento da política monetária.

“Os dados sugerem que o Fed precisa permanecer alerta para impressões de uma inflação um pouco mais alta antes do final do ano. Na verdade, parece que há alguns riscos positivos no quarto trimestre”, afirmou o presidente da Inflation Insights LLC, Omair Sharif, em nota.

Na próxima quarta-feira, 01/11, os membros do Banco Central americano se reúne para decidir a política monetária para os próximos 45 dias. De acordo com analistas, mesmo com o repique nos preços, o Fed deve manter a taxa no intervalo entre 5,25% e 5,50%.

Serviços também pressiona

Os gastos dos serviços também pressionam a inflação dos Estados Unidos e preocupam o Federal Reserve. Os preços aumentaram 0,5% em setembro, maior valor desde o primeiro mês do ano.

Excluindo habitação e energia, a inflação dos serviços acelerou para 0,4%, ante 0,1% no mês anterior. Esses gastos foram impulsionados por viagens internacionais e serviços de transporte.

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