Ibovespa tem variação negativa de 0,05% com Petrobras, Vale e frigoríficos no vermelho

A bolsa de valores hoje fechou em discreta queda, impactada pelas perdas das gigantes Vale e Petrobras, além dos frigoríficos, que desceram em bloco. Mais cedo, a ata do Copom e os dados de inflação prévia do mês de março também contribuíram para o mau humor. Assim, o Ibovespa fechou com variação negativa 0,05%, a 126.863,02 pontos, no mesmo clima do dia anterior.

Nesse sentido, a Petrobras fechou em queda de 0,93% (PETR4) e 1,10% (PETR3), enquanto a Vale (VALE3) recuou 1,27%. No setor de proteína animal, a Minerva (BEEF3) recuou 8,73%, a Marfrig (MRFG3) desceu 3,60%, a BRF (BRFS3) teve queda de 1,90% e a JBS (JBSS3) desvalorizou 1,63%.

As cotações foram obtidas entre 17h07 e 17h11.

Dólar hoje

Simultaneamente, o dólar fechou em alta em relação ao real, subindo 0,19%, a R$ 4,9828.

O DXY, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos ante outras moedas importantes, teve variação positiva de 0,08%, a 104,31 pontos.

Ações em alta

Veja os papéis com as maiores altas do dia.

  • Ser Educacional (SEER3) +10,88%
  • Eletromidia (ELMD3) +9,41%
  • Brisanet (BRIT3) +5,93%
  • Allied (ALLD3) +5,63%
  • Lojas Marisa (AMAR3) +5,26%

Ações em baixa

  • Oi (OIBR3) -12,66%
  • Minerva (BEEF3) -9,00%
  • Viveo (VVEO3) -8,46%
  • Magazine Luiza (MGLU3) -6,81%
  • Totvs (TOTS3) -5,79%

Os rankings contemplam ações que movimentaram mais de R$ 1 milhão no dia, integrantes ou não do Ibovespa e outros índices. As cotações foram apuradas entre 17h07 e 17h11.

Bolsas mundiais: Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira com deterioração na reta final do pregão, puxada pelas gigantes do setor de tecnologia. A reação tímida a potenciais catalisadores macro jogou o foco dos mercados acionários ao noticiário corporativo.

O índice Dow Jones  encerrou a sessão em baixa de 0,08%, aos 39.282,33 pontos; o S&P 500 caiu 0,28%, aos 5.203,58 pontos; e o Nasdaq perdeu 0,42%, aos 16.315,70 pontos.

“O clima de esperar para ver nos mercados continua, com a recente exuberância desaparecendo, à medida que os investidores aguardam importantes dados da inflação nos EUA”, afirma a chefe de dinheiro e mercados da Hargreaves Lansdown, Susannah Streeter, em referência ao índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), que será divulgado na próxima sexta-feira.

Europa

As bolsas europeias fecharam em alta com o otimismo reforçado por um dado alemão de confiança melhor do que o previsto, o que deixou o caminho livre para o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, estender a série de renovações de recordes de fechamento.

Em Frankfurt, o DAX subiu 0,76%, com o índice referencial alemão estendendo o movimento de renovação de máximas, ao fechar em 18.399,23 pontos. Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou com alta de 0,17%, aos 7.930,96 pontos. O CAC 40, de Paris, avançou 0,41%, aos 8.184,75 pontos, e segue perto do recorde de fechamento de 8.201,05 cravado no dia 19 de março.

Em Madri, o índice Ibex-35, referencial da bolsa espanhola, ganhou 0,36%, fechando aos 10.991,50 pontos. O FTSE MIB, de Milão, subiu 0,14%, aos 34.688,17 pontos. No mesmo sentido, o PSI 20, de Lisboa, ganhou 0,37%, fechando aos 6.222,03 pontos.

Ata do Copom movimentou a bolsa de valores hoje

A ata do Copom teve repercussão negativa na bolsa de valores hoje. Isso porque a autoridade monetária retirou a perspectiva de cortes continuados na taxa Selic  de forma automática, demarcando o fim do forward guidance.

“O Comitê percebe a necessidade de se manter uma política monetária ainda contracionista pelo horizonte relevante para que se consolide a convergência da inflação para a meta e a ancoragem das expectativas”, disse o BC no parágrafo 25 da ata.

Na visão do economista André Perfeito, a diretoria do BC acertou.

“Mesmo vendo que não há alteração ao cenário base, achou por bem iniciar o fim do instrumento dado o aumento da volatilidade”.

Alguns dos principais pontos de atenção, segundo Perfeito, são a percepção sobre a inflação corrente e futura e os preços ao consumidor, que, apesar de estar em trajetória de desinflação, contém nuances que podem atrapalhar a queda de juros.

“Há incerteza sobre a velocidade da desinflação, especialmente devido a pressões inflacionárias nos serviços e incertezas globais”, complementa Perfeito.

O IPCA-15 de março veio acima do consenso, subindo 0,36% contra a expectativa de 0,32%. Isso também contribui para derrubar a bolsa de valores hoje, mais cedo.

Para Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, “a abertura (inflacionária) continua ruim”.

Isso porque, na média de três meses anualizada, os serviços subjacentes aceleraram para 5,8%. Além disso, os preços dos alimentos acelerou para 5,4%.

“Apesar da melhora da média dos núcleos na margem, a média de três meses também piorou, atingindo 3,6%, máxima em cinco meses”, destaca Borsoi.

Focus

A boa notícia ficou por conta da continuação da melhora para as projeções do PIB. O Boletim Focus divulgado nesta terça projeta crescimento de 1,85% em 2024. Há uma semana, a projeção era de 1,8%.

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