cautela marca espera de dados dos EUA e Fed

O Gestor

Bolsa. Foto: Pixabay

Internamente, as atenções ficam no boletim Focus pelo Banco Central (BC), que ainda faz um leilão de swap cambial adicional – a primeira intervenção desde dezembro de 2022. O ministro Fernando Haddad participa de evento do Bradesco BBI. No exterior, há eventos com a participação de quatro dirigentes do Fed. Ainda serão informados dados de emprego Jolts e encomendas à indústria dos EUA.

Exterior

O clima é de cautela em Nova York, onde os índices futuros de ações cedem levemente e os rendimentos dos Treasuries avançam a máximas, após recuarem mais cedo. Já o dólar tenta se fortalecer. Ontem, as T-Notes subiram com vigor em reação a sinais de recuperação na manufatura dos Estados Unidos, que sugeriram juro alto no país por mais tempo do que imaginado. Agora, os investidores aguardam mais dados da economia americana e comentários de uma série de dirigentes do Fed, diante de dúvidas sobre quando o BC dos EUA poderá começar a reduzir suas taxas.

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Em meio a um cenário de atividade forte nos EUA e inflação ainda elevada, o petróleo merece atenção. A commodity sobe quase 2%, ainda reagindo à piora das tensões no Oriente Médio e Rússia e Ucrânia. Algumas bolsas europeias avançam, na volta do feriado estendido de Páscoa. Por lá, os investidores monitoram uma série de dados econômicos da região em busca de indícios de quando poderão vir os primeiros cortes de juros do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).

Brasil

O quadro cauteloso nos EUA nesta manhã pode contaminar os ativos domésticos, ainda que ontem já tenham sucumbido ao ambiente de aversão a risco em Nova York. Isso porque cresceram as dúvidas quanto ao ciclo de afrouxamento monetário americano. No entanto, a alta de quase 2% do petróleo e de 3,09% do minério de ferro em Dalian, na China, tendem a limitar eventual queda do Ibovespa por Nova York. Os ADRs de Vale, Petrobrás e de alguns bancos sobem no pré-mercado americano. A valorização das commodities ainda pode fortalecer o real, mas o dólar forte no exterior é risco.

Além disso, o mercado acompanhará com afinco o leilão adicional de até US$ 1 bilhão (20 mil contratos) em swap cambial, anunciado ontem pelo Banco Central e marcado para as 12h30. Trata-se da primeira vez desde dezembro de 2022 que o BC intervém no câmbio. Segundo a autarquia, a operação se justifica em razão da “demanda por instrumentos cambiais resultantes dos efeitos do resgate de NTN-A3 (Nota do Tesouro Nacional, subsérie A3) em 15/4/2024. Nos juros, a pressão para cima dos Treasuries tende a influenciar as taxas. Os mercados ainda monitoram a participação do ministro Fernando Haddad em evento em São Paulo.

*Agência Estado

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